Um dos afetos mais políticos que
há é a indignação. Quem ensina isso é Espinosa, e sua lição é mais atual do que
nunca. Na raiz de indignação está a palavra “dignidade”. A indignação pode
nascer quando vemos a dignidade ser
ameaçada, negada, posta em perigo.
Não a dignidade apenas pessoal,
mas a dignidade da vida coletiva, sobretudo. Como ensina Espinosa, a indignação é o afeto que une os seres humanos justos que,
agenciados, agem.
Agir por indignação nada tem a
ver com buscar mera vingança, pois a
vingança é uma conduta passional , uma paixão triste.
Quem se vinga, se vinga de alguém , e nem sempre a vingança tem uma
razão de ser. Alguém pode se vingar do outro por mera inveja ou ciúme. E essa inveja e
ciúme se tornam tiranos que dominam
aquele que apenas se vinga. Em geral, as
vinganças são feitas na surdina e às costas.
É por isso que quem age por
indignação o faz movido não por desejo de vingança ou ódio, mas por amor à vida
coletiva, por amor à justiça. E quem assim age também se alegra. E o faz
sobretudo à luz do dia, nas praças , nas ruas, enfrentando, sem medo , toda forma de tirania.
Quando os indignados e indignadas
se unem, formam um exército cuja arma que empunham não é para matar , mas para
libertar.
(Imagem : “máquina de guerra”
cuja arma é o conhecimento, que é a principal arma dos que defendem a dignidade. A serviço da tirania, o “ministro bolsonarista”
Kássio Nunes Marques tenta por todos os
meios se vingar da democracia tentando tirar do ar o “Exército de Lula”, que já
conta com quase dez milhões no zap e fará uma live de 24h logo após o debate de
hoje da Globo)

Nenhum comentário:
Postar um comentário