sexta-feira, 23 de outubro de 2026

O exército pela dignidade da vida democrática

 

Um dos afetos mais políticos que há é a indignação. Quem ensina isso é Espinosa, e sua lição é mais atual do que nunca. Na raiz de indignação está a palavra “dignidade”. A indignação pode nascer  quando vemos a dignidade ser ameaçada, negada, posta em perigo.

Não a dignidade apenas pessoal, mas a dignidade da vida coletiva, sobretudo. Como ensina  Espinosa, a indignação  é o afeto que une os seres humanos justos que, agenciados, agem.

Agir por indignação nada tem a ver com buscar mera  vingança, pois a vingança é uma conduta passional , uma paixão triste.

Quem se vinga, se vinga  de alguém , e nem sempre a vingança tem uma razão de ser. Alguém pode se vingar do outro  por mera inveja ou ciúme. E essa inveja e ciúme se tornam tiranos  que dominam aquele que apenas  se vinga. Em geral, as vinganças são feitas na surdina e às costas.  

É por isso que quem age por indignação o faz movido não por desejo de vingança ou ódio, mas por amor à vida coletiva, por amor à justiça. E quem assim age também se alegra. E o faz sobretudo à luz do dia, nas praças , nas ruas, enfrentando, sem medo ,  toda forma de tirania.

Quando os indignados e indignadas se unem, formam um exército cuja arma que empunham não é para matar , mas para libertar.  

 

(Imagem : “máquina de guerra” cuja arma é o conhecimento, que é a principal arma  dos que defendem a dignidade. A  serviço da tirania, o “ministro bolsonarista” Kássio Nunes  Marques tenta por todos os meios se vingar da democracia tentando tirar do ar o “Exército de Lula”, que já conta com quase dez milhões no zap e fará uma live de 24h logo após o debate de hoje da Globo)




 

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