quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

caput laranja...

 

O capitalismo é niilista em sua essência. Um dos sentidos de  “nihil” é  “nada”.        Sabe-se que a quantidade de capital especulativo que circula no mundo corresponde a mais de cinco vezes o valor dos bens reais que existem no planeta, inclusive terras. E mais de 90% desse capital está na mão de apenas 1% da população.  Ou seja, se esse 1% resolvesse, ao mesmo tempo, comprar terras , eles comprariam o planeta terra inteiro e ainda ficariam faltando mais quatro do nosso planeta. Como não existem outros quatro planetas terras, mas apenas uma única e singular terra, as outras quatro terras são , na verdade, a nossa terra mesma sendo asfixiada , poluída e  destruída quatro vezes, aos poucos.

   O capitalismo não é o comércio de bens e coisas. Ele é uma pulsão de m0rte em cujo rastro de nascimento estão as guerras (sobretudo as mais covardes), a pirataria, o roubo, a escravidão, a pilhagem...

O capital não é o níquel  da moeda, tampouco o papel de que é feita a nota. O níquel veio do seio da terra; e o papel, da floresta. Terra e floresta são vida. O capital é  uma abstração numérica sem vida, um nada.

Curiosamente, capital deriva do latim “caput”, “cabeça”. O capital não é o braço que trabalha ou a mão que escreve ou pinta,  mas apenas a vida abstrata de uma cabeça que não sonha ou poetiza, apenas conta, contabiliza, maximiza. “Caput” é a cabeça vazia de ideias, é a cabeça acéfala, como a cabeça de Trump.

  O capital não tem nome. O  euro, o peso, o real....não são “o” capital. Essas moedas têm nome em razão de seus respectivos enraizamentos na história dos povos onde nasceram. É um povo que dá nome à sua moeda, é o povo o seu genitor. No entanto, quem deu nome ao capital? Quem é seu pai? É com notas ou moedas que o povo compra o leite e o pão. No mundo do capital, porém, tais coisas viram “commodities”, coisa nenhuma, pura nada da especulação numérica, mas que pode arrasar economias inteiras, levando seus povos à fome.

    "Comunismo" traz em seu nome a realidade da qual ele extrai seu sentido: "comunidade", "comuna". O mesmo ocorre com "socialismo" :o "social". "Democracia" traz o termo "povo" (demo) como sua razão de ser.

Porém, quanto mais necr0político é um poder , mais aquilo que ele designa tende ao abstrato,  um nada  de solidariedade, de empatia e de generosidade. Não por acaso, "nazismo" também não designa nada de vital e concreto,  pois é um mero acrônimo das iniciais do partido de H1tler.






 

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